quinta-feira, 21 de abril de 2016

Nunca me senti tao despida como nestas palavras... ♛

Mais uma carta não entregue, mais um desabafo feito e nem sei por onde começar. Só sei que ao me lembrar de ti os meus olhos ficam molhados de lagrimas não derramadas, o coração fica do tamanho de um grão de pó, o meu sorriso… quem quero enganar? Eu já não consigo sorrir e quando o faço e um sorriso triste.
Nunca pensei dizer isto, mas contigo eu percebi porque não deu certo com os outros antes de ti. Tu sempre serás aquela pessoa que, passe o tempo que passar vai deixar o meu coração a bater forte, as minhas pernas a tremer e o meu estomago vai virar casulo de borboletas a voar.
No dia em que partiste eu senti algo partir dentro de mim, algo que nunca ninguém, nem mesmo eu, conseguirá recuperar e montar de novo. Esse dia ficou marcado no meu coração, na minha memória e na minha alma, não por teres partido, mas pelas palavras que proferiste quando te foste. Gostava que quando foste, tivesses levado as memórias porque tu foste embora mas as memórias não e sempre que recordo é uma faca que espeto no meu coração.
Essas memórias simplesmente me esmagam de dentro para fora, porque eu lembro-me sabes? Lembro-me da nossa data, das promessas, das conversas, dos sorrisos e das gargalhadas. Lembro-me de dizeres que eu era a tua pequena, a tua baixinha e a tua sardinha de metro e meio, a tua rainha e a única mulher da tua vida. Lembro-me das conversas sobre flores, sobre criarmos uma vida a dois em que íamos acrescentando um Tomás ou uma Kiara, de termos uma casa nossa e de cozinhares para mim. Promessa de sermos felizes, um ao lado do outro, e nunca abandonarmos o outro, de não deixar que nada nem ninguém, nem mesmo a distância nos separasse. Neste momento odeio-te, odeio-te com todas as minhas forças pois alem de ainda te amar, conseguiste quebrar todas as nossas promessas. Odeio amar-te desta forma tao profunda, de não conseguir esquecer o teu sorriso, o teu olhar, os teus abraços apertados que me protegiam de tudo e todos, os teus beijos, o calor do teu corpo contra o meu corpo frio.
Odeio não conseguir esquecer, odeio não ter forças para seguir em frente mas acima de tudo odeio que mesmo passado este tempo, quando o teu nome vem a conversa eu não me consigo controlar e choro. E mesmo quando o consigo fazer, sinto os meus olhos a ficar com lágrimas que eu não posso nem quero derramar, sinto o meu coração bater forte mas apertado. Odeio o que fizeste comigo, porque não tenho nada a apontar contra ti. Tu sempre me trataste como ninguém me tratou, trataste-me como uma rainha, tu para mim eras a pessoa mais perfeita com as tuas imperfeições todas. Odeio-te, mas mais a mim me odeio por te amar. Sim, eu odeio-me por te amar, por me sentir culpada por coisas que não tenho culpa, pelo menos não totalmente. Tu fazes-me sentir culpada por coisas que não me devia sentir culpada. Não digo que tive as atitudes mais correctas as vezes, mas tu também não és santo nenhum. Sinto me culpada por te amar, porque tu foste o melhor e o pior de mim, tu transformaste-me na melhor mas também na pior pessoa que podia ser. Sempre acreditaste em mim, na minha força e sempre me apoiaste. Nunca pensei que fosse passar por algo assim, odiar e amar ao mesmo tempo uma pessoa. Mas isso contigo acontece.
Desde que te foste, que me sinto perdida na estrada da vida. Sinto-me sem rumo, ao sabor do vento. Todos os instantes da minha vida perderam o significado, pois antes eu acordava com um objectivo. Sobreviver a um dia de aulas para no fim do dia ir ter contigo. Antes acordava com um sorriso porque sabia que te ia ver, mas agora acordo com um único pensamento, com o pensamento de tristeza e angustia porque não estás aqui, porque estás longe e não te vou ver. Pensamentos cujos me fazem mal, pois só me fazem lembrar do teu sorriso, da tua gargalhada e do teu olhar, de quando acordava e começava a contar as horas para te ver. Estar na escola e nas aulas ansiosa que fosse hora para sair só porque nesse momento, eu ia ter contigo e ia sentir o teu calor contra mim, os teus braços a abraçarem-me com força.
O dia em que te conheci foi o melhor dia mas também o pior ia da minha vida. Sim, pior dia. Porque nesse dia permiti que entrasses na minha vida, que derrubasses as minhas muralhas que me protegiam. E quando dei por isso, já era amor, já era preocupação, ciúmes e ate vontade e apego. Vontade de te ter o resto da minha vida ao meu lado, ciúmes porque me poderias trocar por outra num piscar de olhos, preocupação e apego porque não te queria perder. Tu bem me disseste para não me apaixonar, tu fizeste-me ver a realidade dos factos mas permitiste eu entrar na tua vida, assim como eu me permiti apaixonar por ti por acreditar que as coisas fossem diferentes contigo. Não foi por falta de aviso que eu estou neste estado agora. Mas quando cai nos teus braços fortes e nos teus abraços apertados não consegui mais largar-te. Nos teus braços eu sempre me senti protegida e agora que me libertaste, não sei onde me agarrar para voltar a ter esse sentimento. Tive que aprender a defender-me sozinha. Não sabes o que custa não te ter ao meu lado a dizer que acreditas em mim e na minha força. Sempre que sorrias, esse teu sorriso tornava tudo melhor e mais fácil por momentos. O teu sorriso que ilumina ate a noite mais escura, o oceano mais fundo, mas acima de tudo iluminava a minha vida, a minha existência. Neste momento sinto-me a viver em tons de cinza, pois não é preta a minha vida porque ainda tenho amigos que me animam, mas também não e colorida porque tu saíste dela.
Pedi-te e volto-te a pedir, não me largues mais ainda do que já fizeste. Eu quero muito desistir de ti e por muito que o consiga peço-te que não desistas de mim, porque por muito que eu diga e mostre que desisti acredita que e tudo fachada. Pega com força, aquela força que me deste quando me querias proteger sempre de tudo e todos e não me deixes, não desistas de mim, de nós, se ainda me amares como dizias. Porque eu amo-te como há um ano atras te amava.
Não sabes as saudades que sinto do teu corpo, do calor dele, de dançar contigo bem agarradinhos. Nesses momentos em que dançávamos, quando me olhavas nos olhos e sorrias, não existia mais nada, nem ninguém a volta. Era tudo preto e nós no meio apenas com um holofote apontado para nós. Tenho saudades de te ver brincar com os cães. O quanto eu sorria nesses momentos a pensar que se tu eras assim com os cães então com os nossos filhos seria mil vezes melhor. Mas mais uma vez foram promessas que não se cumpriram. Sei que errei muitas vezes, mas só porque te metia a minha frente por seres a pessoa que eu amava como nunca amei ninguém. Sempre te disse que tu eras o homem q eu sonhava para mim, que só te faltava seres loiro e a verdade é essa. Não encontro mais ninguém como tu, excepto uma pessoa. Mas por muitas mais que eventualmente possa conhecer, sei que não vai fazer aquele clique necessário. Pode ser muita atracção física mas o que me interessa é amor verdadeiro e eu só tive isso contigo. Não foi pela tua aparência que me apaixonei, mas sim pelo teu jeito de ser. Prometeste nunca me magoar, mas acredita que com estas atitudes é o que mais me tens feito. Magoas-me de forma brutal, como nunca ninguém me magoou antes. Tu foste o meu original e nada nem ninguém vai mudar isso. Muitos podem tentar que não vão chegar nem aos teus calcanhares. Tu és o meu calcanhar de Aquiles, a pessoa que basta tocarem para me ferirem brutalmente.
Desejo tocar no teu corpo, sentir o calor do teu corpo, e eu não sei viver se tu não estás, hoje quero-te provar que o meu mundo pode ser teu, vem, deixa-me tocar-te, deixa-me dividir a minha vida e o meu mundo contigo. Juntos, somos mais fortes que separados. Basta acreditar nisso e venceremos todos os obstáculos que a vida nos poe à frente. Basta acreditares em nós, da mesma forma que eu, e ficaremos juntos para sempre. Sempre ouvi dizer que à terceira é de vez. Peço-te, por favor, para acreditares num nós e não desistires. Já lutámos contra tanta coisa e contra tanta gente, porque não lutar mais uma vez?
Tantas paixões eu já vivi, mas garanto-te que nunca senti este amor como o teu. Sempre que estava contigo, precisava de me beliscar porque era difícil de acreditar que tu eras real, que eras meu, não de forma possessiva mas poder dizer que eras meu por saber que não querias ser de mais ninguém, tornava-me orgulhosa em o dizer. Saber isso, tornava-me 100% feliz, completa. E sem ti, eu já não sei o que fazer da minha vida. Tu não imaginas o medo que eu tinha em te perder, não só em perder-te em si, mas perder-te para outra pessoa. Que realizasses com outra tudo o que nós planeámos. E de todas as vezes que te perdi, morreu um bocadinho de mim, mesmo que não te tenha perdido para outra, perdi-te e só senti dor. Sei que já devia estar habituada a sentir este tipo de dor mas não consigo nunca habituar-me. E acredita por ti vou lutar, mesmo que por muito siga em frente, sei que irei sempre lutar por ti, porque te amo. E eu vou-te provar que tudo o que sempre te disse era verdade, e não uma promessa de almofada feita no calor do momento, eu nunca te irei abandonar. Não te abandonei ontem, nem te vou abandonar hoje nem amanha. Sei que o nunca e o para sempre são palavras demasiado fortes para serem ditas, mas a verdade é que eu espero nunca te abandonar. E se isso algum dia acontecer é porque algum de nós partiu deste mundo, e sinceramente espero que seja eu, porque não sei viver sem ti. Amei-te no passado, amo-te no presente e se o futuro permitir te amarei eternamente. #04 <04


Daniela Minion 

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